12 anos sem Miguel Aceves Mejia

Neste 06 de Novembro, completam-se 12 anos de morte de um dos grandes influenciadores da música sertaneja e que podemos dizer, ajudou a moldar a música sertaneja para o romântico. Trata-se do mexicano Miguel Aceves Mejia, que influenciou e inspirou duplas e cantores sertanejos, principalmente nas décadas de 60 e 70.

Nomes como Miltinho Rodrigues (Tibagi e Miltinho), José Rico (Milionário e José Rico), Amaraí (Belmonte e Amaraí), Dino Franco (Dino Franco e Mouraí), Pedro Bento e Zé Da Estrada, Sulino e Marrueiro, entre tantos outros, foram inspirados e adaptaram o jeito e a maneira de cantar de Miguel aos seus trabalhos. Incorporando letras e até o jeito de "gritar" frente aos arranjos, dando a canção um sentimento único.

Não podemos deixar de citar Ramoncito Gomes, que apesar de um nome "portenho" era brasileiro e ficou conhecido com versões como "Nasci Para Te Amar", "Canarinho do Peito Amarelo", entre outras canções, com destaque especial para "Ébrio de Amor".

 Miguel Aceves Mejia deixou importantes marcas na música brasileira, como a maneira de cantar e a maneira melodiosa em que as músicas eram executadas.

Eram verdadeiras "Orquestras", recheadas com os mágicos "pistons mariachis" e uma forma única de interpretar.

As músicas de Miguel eram e são verdadeiras interpretações. Uma espécie de "Ópera" latina.

A contribuição de Miguel Aceves Mejia para a música brasileira, principalmente a música sertaneja é digna de elogios e de reverências.

Fica aqui a lembrança de um artista mexicano, "Rei do Falsete" que foi um divisor de águas na nossa música sertaneja e que teve mais de 1600 gravações e mais de 60 filmes gravados e que foi o responsável direta e indiretamente pela modernização da música sertaneja.