Política Sertaneja

Ontem os brasileiros foram às urnas e elegeram o 38° Presidente do Brasil e também governadores nas cidades em que houve o segundo turno.

Muitos artistas e personalidades ligadas ao mundo sertanejo fizeram parte das eleições 2018, tentando repetir o feito de Sérgio Reis, eleito em 2014 para o cargo de Deputado Federal. 

Nomes como o do empresário João Wellington, João Reis (Pai de Felipe Araújo e o inesquecível Cristiano Araújo), João Lucas da ex-dupla João Lucas e Marcelo, os locutores de rodeio Marco Brasil e Piracicabano, fizeram parte da festa da democracia e colocaram seus nomes a disposição dos eleitores Brasil a fora.

A música sertaneja sempre fez menção aos "chefes" da nação e aos políticos, sejam homenageando,cobrando mais atenção com determinado setor e até satirizando a conduta interesseira de parte de alguns políticos.

"Tião Carreiro" em 1986 homenageou o então presidente José Sarney na música "A coisa Ficou Bonita".

Anos antes, em 1961, Tião Carreiro fez menção a Getúlio Vargas e Juscelino kubitschek na canção "Pagode em Brasília", que como o nome diz, fala também de Brasília, que se tornara capital do Brasil em 1960.

Léo Canhoto e Robertinho, foram mais além e colocaram um "lavrador" cara a cara com o Presidente na canção "O Presidente e o Lavrador" no ano de 1975, cobrando mais atenção com a gente lá da roça que trabalha muito -"meu sangue é de um povo hospitaleiro, é sangue de brasileiro é sangue de lavrador".

Em 1975, Tião Carreiro e Pardinho cantaram a canção "Geada no Paraná" que falava da triste geada negra, que destruiu as plantações de café no Paraná na década de 70. Tião Carreiro e Pardinho falam da força de um político, Ney Braga, então Governador do Paraná que estava ao lado do povo, durante a triste destruição de mais de 300 mil hectares de café.

Dino Franco e Mouraí falaram do "Candidato Caipira" no ano de 1989., que com astúcia entra na política, no caso a "Presidência da República", somente para obter "ganhos" pessoais.

Zé Fortuna e Pitangueira com uma sátira bem humorada no ano de 1965, fala das eleições e dos candidatos que só aparecem de quatro em quatro anos.

Tem até os contadores de causos e humoristas, que no bom e velho estilo caipira, falam de política de uma forma simples e crítica, como no caso de Nilton Pinto e Tom Carvalho.

Amácio Mazzaropi num diálogo bem humorado, mistura religião, simplicidade e o famoso coronelismo, que ainda resiste nas cidades do interior. Tudo dentro do filme "O Jeca e a Égua Milagrosa" de 1980.

Caso você se lembra de outra canção ou causo sertanejo envolvendo política, envia pra gente.

E pra fechar Mazzaropi dá o conselho final.